quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Avaliação diagnóstIca: para quê?????



DIRETORIA DE ENSINO DA REGIÃO DE OSASCO
OFICINA PEDAGÓGICA


SUGESTÕES DE ATIVIDADES  E  AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PARA
OS ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

LÍNGUA PORTUGUESA






PCOPs Responsáveis: NEUZA DE MELLO LOPES SCHONHERR
                                           VANDERLEI  CURCIO MOREIRA



SONDAGEM
I – A SONDAGEM
Orientações para
·         Alunos do Ciclo I 
·         Alunos do Ciclo II –( SÉRIES INICIAIS)
 Professor: Estamos disponibilizando duas opções de sondagem ou avaliação diagnóstica.
O objetivo é atender dois tipos de públicos específicos.
Uma é destinada aos alunos que ainda não conhecem o sistema de base alfabética, ou seja, alunos que escrevem de forma que, nós – escritores e leitores autônomos- não conseguimos decifrar o que está escrito.
 A segunda opção é para os alunos que já escrevem ou lêem, mas o professor necessita informações sobre os seus saberes a respeito da escrita e organização textual

I.                    INTRODUÇÃO
Sondagem é um dos recursos de que o professor dispõe para conhecer as hipóteses que os alunos ainda não alfabetizados possuem sobre a escrita alfabética e o sistema de escrita de uma forma geral. Ela também representa um momento no qual os alunos têm oportunidade de refletir sobre aquilo que escrevem, com a ajuda do professor. Os resultados ajudam o professor a refletir sobre o percurso de aprendizagem do aluno, focar seus olhar para aqueles  alunos que parecem não avançar e, principalmente que ações e intervenções são necessárias junto aos mesmos. Afinal, a única coisa que temos de igual é o fato de sermos diferentes.      
A realização periódica de sondagens também é um instrumento para o planejamento do professor, pois permite avaliar e acompanhar os avanços da turma (Ciclo I), dos alunos do Projeto Recuperação Paralela ou dos alunos do Ciclo II, em relação à aquisição da base alfabética, fornecendo informações preciosas para o planejamento de atividades de leitura e de escrita em qualquer nível de escolaridade em que esteja o aluno. Outra contribuição importante desses dados é sua utilização, como um dos critérios para organização das parcerias de trabalhos, na sala de aula, entre os alunos, promovendo agrupamentos chamados produtivos (veja no site da revista “Nova escola, a edição especial: Trabalho em grupo - /2011).
Mas, o que sondagem?
É uma atividade de escrita que envolve, num primeiro momento, a produção espontânea e sem apoio de outras fontes, de uma lista de palavras conhecidas pelos alunos. Ela pode ou não envolver a escrita de uma frase, que pode ser simples, pois o objetivo é verificar se o aluno não alfabetizado, já adquiriu a idéia de permanência, ou seja: uma mesma palavra sempre é escrita do mesmo modo e com as mesmas letras.
É uma situação de escrita que deve, necessariamente, ser seguida da leitura pelo aluno daquilo que ele escreveu.
Por meio da leitura da escrita do aluno pelo próprio aluno é que o professor poderá observar se o aluno estabelece ou não relações entre aquilo que ele escreveu e aquilo que lê em voz alta, ou seja, entre a fala e a escrita.
A proposta é que sejam realizadas sondagens avaliativas no início do ano, em fevereiro, abril e final de junho. Assim, ao longo do primeiro semestre letivo, será possível analisar o processo de alfabetização dos alunos em três momentos diferentes  . Entretanto, para uma avaliação mais global da turma, ou do(s) aluno(s) é interessante recorrer a outros instrumentos, inclusive a observação diária.
Em caso de alguma dúvida ou mais informações:  entrar em contato via e-mail: neuzaschonherr@hotmail.com


       I.               SONDAGEM – PARA CRIANÇAS QUE  O PROFESSOR JÁ DETECTOU PROBLEMAS NA BASE ALFABÉTICA.
Elabore uma lista de palavras. Atenção: Não é a quantidade de palavras que informará o que você precisa saber para elaborar suas ações.
CRITÉRIOS  DE DEFINIÇÃO DAS PALAVRAS QUE FARÃO PARTE DAS ATIVIDADES DE SONDAGEM
1.      As palavras devem fazer parte do vocabulário cotidiano dos alunos, mesmo que eles ainda não tenham tido oportunidade de refletir sobre a representação escrita.
2.      A lista deve contemplar palavras que variam na quantidade de letras, abrangendo palavras  monossílabos,  dissílabas, etc.
3.      O ditado deve ser iniciado por uma palavra polissílaba, seguida de uma trissílaba, dissílaba, sendo a última uma monossílaba. Esse cuidado deve ser tomado porque, no caso dos alunos escreverem segundo a hipótese do número mínimo de letras, poderão recusar a escrever caso tenham de começar pelo monossílabo.
4.      Evite palavras que repitam as vogais, pois isso também pode fazer com que as crianças entrem em conflito. Ex. A palavra BANANA : se o aluno é silábico e utiliza as vogais para sua escrita, a uma palavra composta de  três  letras  A consecutivas, será um grande desafio.  Como conseqüência, aluno  recusará a escrever a palavra, comprometendo a avaliação diagnóstica.                                                                              
5.      Após o ditado da lista, dite uma frase que envolva pelo menos um das palavras da lista, para que se possa observar se os alunos voltam a escrevê-la e forma semelhante, ou seja, se a escrita dessa palavra permanece estável mesmo fora do  contexto da frase.
DICAS PARA ENCAMINHAMENTO DA SONDAGEM.
1.    As sondagens deverão ser feitas no início da aula.

2.     A sondagem poderá ser feita em papel com linha ou não.
a.      Sem linha: será possível observar o alinhamento e a direção da escrita dos alunos
b.      Com linha: se constitui em uma boa situação de aprendizagem .

3.    Se possível faça a sondagem com poucos alunos por vez, deixando restante da turma envolvido com outras atividades que não solicitem tanto a presença do professor.

SUGESTÃO DE LISTAS QUE PODEM SER USADAS DURANTE A REALIZAÇÃO DAS SONDAGENS.
Utilize somente uma dessas listas ou elabore a sua a partir dos critérios acima.

Os alunos de uma das turmas de nossa escola iniciaram um estudo sobre bicho de jardim.
CENTOPÉIA
JOANINHA
FORMIGA
MINHOCA
ABELHA
GRILO
_____________________________________________________________________________________

No próximo sábado Fábio fará a noite da pizza. Ele já preparou a massa para  pizza e pediu para seus convidados trazerem os seguintes ingredientes para a  cobertura:
MUSSARELA
ESCAROLA
TOMATE
PALMITO
PRESUNTO
ALHO
ATUM

Os alunos da professora Cristina farão um lanche coletivo e, para saber o que precisam comprar, organizaram uma lista junto com a professora.
REFRIGERANTE
MORTADELA
PRESUNTO
MANTEIGA
QUEIJO
SUCO
PÃO
Marina e sua mãe resolveram fazer uma sopa de legumes. Juntas escreveram esta lista para comprar os ingredientes que faltavam para a sopa.
ABOBRINHA
MANDIOCA
CENOURA
CEBOLA
ALHO
CARNE
SAL
_____________________________________________________________________________________
                                                                             
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MATERIAL DO PROGRAMA LER E ESCREVER- SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO/SP    (ADAPTAÇÃO)
LIVRO DO FORMADOR – VOL.2- DO PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES ALFABETIZADORES  (ADAPTAÇÃO)
MATERIAL DO  PROJETO: ENSINAR E APRENDER
EMILIA FERREIRO- POR TRÁS DAS LETRAS –
MATERIAL DE FORMAÇÃO JUNTO AOS PCOPs  - CENP/2008,2009,2010
REVISTA NOVA ESCOLA – EDIÇÕES ESPECIAIS PLANEJAMENTO/  TRABALHO EM GRUPO
__________________________________________________________________________________

2 ª OPÇÃO DE SONDAGEM:

Para saber o que seus alunos sabem sobre a escrita e os aspectos discursivos
Professor:
Nesse início do ano é importante para planejar suas ações e atender às necessidades ou dificuldades de seus alunos, é necessário você avaliar ou detectar como andam seus alunos com relação aos padrões de escrita  e aspectos discursivos. Para  isso é essencial fazer uma sondagem das capacidades de leitura e escrita dos alunos. Ou seja, o aluno já domina o sistema de base alfabética, ou   como os professores dizem: ele já está alfabetizado. Entretanto, muitas vezes, esse mesmo aluno não consegue avançar em outras disciplinas por falta da capacidade, ou comportamento leitor. Seu aprendizado fica comprometido por falta dessa compreensão.
Assim, é de fundamental importância avaliar as questões gramaticais, a organização textual e a ortografia.


Como avaliar?
Proponha uma situação de produção de texto.
Dicas:
·         solicitar a reescrita de um conto, ou história conhecida.
·          ler um conto e pedir que reescrevam o final.
·         explique que essa atividade será essencial para planejamento de suas aulas e que ajudará a turma a avançar em sua aprendizagem.
·         Verifique as questões de pontuação,uso das maiúsculas e minúsculas, ortografia ( troca de letras, escrita de como se fala a palavra( ou seja: interferencia da fala na escrita) e as regras de concordância verbal e nominal.
·         Lembre-se de verificar os aspectos relacionados ao gênero  (composição textual)
Faça um levantamento dos erros mais comuns e planeje suas aulas de forma a atender as prioridades, sem deixar de lado as lado as dificuldades individuais.
Outra dica:  para o registro dessa avaliação você poderá  utilizar a ficha de orientação para correção utilizada no SARESP, pois ela contempla todos os aspectos acima relacionados.
Mais informações ou colaborar com comentários, sugestões:
·         blog http://escolaeletramento.blogspot.com,
·           e-mail: sch61.deosasco@gmail.com

  







DICAS PARA O 1º DIA DE AULA   

1.    ÁRVORE DOS SONHOS
Representar uma árvore no papel pardo ou cartolina; afixá-la no painel ou parede. Em cima da árvore, escrever uma pergunta relacionada com o assunto (pode ser sobre questões ambientais, regras de convivência, o ambiente escolar etc) que será tratado durante o bimestre, trimestre... Ex.: Como gostaríamos que fosse...?


Cada criança receberá uma "folha da árvore" para escrever seu sonho, o sonho é o que a criança espera que "aconteça de melhor" para o assunto em questão. Depois, pedir para cada criança colocar sua folha na árvore dos sonhos.
Obs: Esta atividade poderá ser retomada durante o período que for trabalhado o assunto, ou ao final do período para que haja uma reflexão sobre o que eles queriam e o que conseguiram alcançar.
2 . DA CONFUSÃO À ORDEM

Estas atividades são ideais para que a criança perceba a necessidade da organização para o bom desempenho das atividades. O professor pode, a partir da fala das crianças, levantar algumas regras para a organização em sala de aula.

Pedir para que as crianças, todas ao mesmo tempo, cantarem uma música para o seu companheiro do lado (esta atividade gerará um caos); depois pedir a um aluno que cante a música dela para a classe. As crianças perceberão como o caos é desagradável e como a ordem tem um sentido. O professor poderá levantar com as crianças outras situações vividas onde a organização é essencial.
2.    O LAGO DE LEITE




(Despertar no aluno o prazer do trabalho em conjunto e a importância da ação individual na contribuição com o todo.

O professor poderá falar um pouco sobre o trabalho na série, para que as crianças entendam a importância do envolvimento de todos para a realização do mesmo).
Em um certo lugar no Oriente, um rei resolveu criar um lago diferente para as pessoas do seu povoado. Ele quis criar um lago de leite, então pediu para que cada um dos residentes do local levassem apenas 1 copo de leite; com a cooperação de todos, o lago seria preenchido. O rei muito entusiasmado esperou até a manhã seguinte para ver o seu lago de leite. Mas, tal foi sua surpresa no outro dia, quando viu o lago cheio de água e não de leite. Em seguida, o rei consultou o seu conselheiro que o informou que as pessoas do povoado tiveram o mesmo pensamento: "No meio de tantos copos de leite se só o meu for de água ninguém vai notar..."
Questionar com as crianças: Que valor faltou para que a idéia do rei se completasse?
Após a discussão, seria interessante que os alunos construíssem algo juntos, como por exemplo: o painel da sala. A sala pode ser decorada com im recorte que, depois de picotado, forma várias pessoas de mãos dadas, como uma corrente.

 
 
Outras:
 
Para crianças menores:
 
1. Brincando com o barbante Grupo: alunos de pré-escola à 4a série. Objetivos: a dinâmica é uma ótima oportunidade para você observar melhor o comportamento da turma. Tempo: 1 aula Local: A brincadeira pode acontecer na classe ou no pátio, dependendo do tamanho da turma. Material: bastam um rolo de barbante e uma tesoura sem ponta para começar a brincadeira. Desenvolvimento: Forme com os alunos uma grande roda e, em seguida, cada criança mede três palmos do cordão, corta para si e passa o rolo adiante. Sugira que cada um brinque com o seu pedacinho de barbante.


Balançando o cordão no ar ou formando uma bolinha com ele, por exemplo, as crianças podem perceber sua textura, flexibilidade e versatilidade. Depois, toda a turma, incluindo o professor, cria no chão um desenho com o seu pedaço de barbante.
Prontas as obras, o grupo analisa figura por figura. Comentários e interpretações são muito bem-vindos.
Após percorrer toda a exposição, cada um desfaz o seu desenho e amarra, ponta com ponta, seu barbante ao dos vizinhos.
Abaixados ao redor desse grande círculo feito de cordão, as crianças devem criar uma única figura.

Proponha que refaçam juntos, alguns dos desenhos feitos individualmente. No final, em círculo, a turma conversa sobre o que cada um sentiu no decorrer da brincadeira.

Enquanto as crianças escolhem juntas qual o desenho irão fazer e colocam a idéia em prática, o professor aproveitará para observá-las. Nessa fase da brincadeira surgem muitas idéias e cada aluno quer falar mais alto que o colega.

Alguns buscam argumentos para as suas sugestões, outros ficam chateados, debocham da situação, ameaçam abandonar a roda e, às vezes, cumprem a palavra.

O professor deve ficar atento ao comportamento da turma durante esses momentos de tensão. Eles serão produtivos se você abandonar sua posição de coordenador e deixar o grupo resolver seus impasses, ainda que a solução encontrada não seja, na sua opinião, a melhor.


Conclusão: Por meio desse jogo, os alunos tomam consciência de seu potencial criativo e se familiarizam com as atividades em equipe. É muito interessante repetir a brincadeira com a mesma classe semanas depois. É hora de comparar os processos de criação com o barbante, avaliando a evolução do grupo diante de um trabalho coletivo.

 2 . O MESTRE MANDOU
 
Objetivos: Os alunos farão comparações cada vez mais rápidas quando estiverem pensando na peça que se encaixe em todas as condições dos atributos ditados pela professora.


Preparação: Material: Uma caixa de Blocos Lógicos, composto por quarenta e oito blocos geométricos, composto de quatro tipos de “figuras”: círculo, triângulo, quadrado

e retângulo; que variam em três cores: azul, vermelho e amarelo; em dois tamanhos: pequeno e grande; e em duas espessuras: fina e grossa.
 
Desenrolar: Os alunos deverão encontrar a peça que obedeça à seqüência de comandos estabelecida pela professora. A seqüência poderá ser iniciada com os atributos: círculo, azul e grosso. Os alunos escolherão a peça correspondente. O comando seguinte é mudar para a cor vermelha. Eles selecionarão um círculo grosso e vermelho. Em seguida, devem mudar para a espessura fina. Então, um círculo vermelho e fino deverá ser selecionado.


A professora poderá continuar acrescentando comandos ou apresentar uma seqüência pronta. Faça depois o processo inverso. Os alunos serão apresentados a uma nova seqüência de comandos, já com a última peça. Eles deverão reverter os comandos para chegar à peça de partida.
 
Conclusão: A atividade é essencial para o entendimento das operações aritméticas, principalmente a adição como inverso da subtração e a multiplicação como inverso da divisão.


3. Dança da laranja:
Formam-se alguns casais para a dança. Uma laranja é colocada entre as testas de cada par. Os casais devem dançar, sem tocar na laranja com as mãos. Se a laranja cair no chão, o casal é desclassificado. A música prossegue até que fique só um casal.


Dança das cadeiras: Forma-se um círculo com tantas cadeiras quantos forem os participantes menos uma. Os assentos ficam voltados para fora. Coloca-se música e todos dançam em volta das cadeiras. Quando a música parar, cada um deve sentar numa cadeira. Um participante vai sobrar e sair da brincadeira. Tira-se uma cadeira e a dança recomeça.
Vence quem conseguir sentar-se na última cadeira.


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